
Artistas - 26/01/2010
Zé Mulato e Cassiano lançam album triplo na abertura do X Encontro de folia de Reis
por Folia de Reis
A dupla Zé Mulato e Cassiano lança album triplo na abertura do 10º Encontro de folia de Reis dia 29 de janeiro no parque de exposições da Granja do Torto em Brasília. Vejam materias de jornais :
Matéria Correio Braziliense:
Orgulho caipira
Zé Mulato e Cassiano comemoram os 30 anos de carreira com um disco de canções inéditas, outro instrumental e um DVD sobre a trajetória da dupla, iniciada em Brasília na década de 1970
· Irlam Rocha Lima Uma das referências mais importantes no país quando o assunto é música caipira autêntica, a dupla Zé Mulato e Cassiano defende essa bandeira há três décadas. Eles chegaram a Brasília com a família em 1970, vindos de Passabem, sudeste de Minas Gerais. E foi aqui na capital que iniciaram a carreira como cantadores, violeiros e compositores.
"A gente guarda bem na memória a primeira apresentação, em Ceilândia, na inauguração de uma farmácia, em 1974. Naquela época, havia muito preconceito em relação à música caipira", conta Zé Mulato. "Conseguimos vencer essa barreira a partir da abertura que nos foi dada em programas da Rádio Nacional AM, onde nos apresentamos antes mesmo de gravar o primeiro disco", recorda-se Cassiano.
Gravado em 1978, no primeiro álbum, Zé Mulato e Cassiano, eles interpretam sucessos de Zé Carreiro e Carreirinho. Agora, lançam um projeto intitulado Zé Mulato & Cassiano - 30 anos de fidelidade a Brasília, pacote (tipo três em um) que inclui o álbum Sertão ainda é sertão, um CD com temas instrumentais e um DVD que traz documentário sobre a carreira da dupla. "Esse projeto ficou pronto no ano passado, mas só agora é que está chegando ao público, até porque se trata de uma produção independente, para a qual tivemos que buscar apoios e patrocínios", comenta Zé Mulato.
Em Sertão ainda é sertão, foram reunidas 15 músicas, todas inéditas e de autoria de Zé Mulato. Conhecedor profundo do universo caipira, ele passeia por ritmos como cururu, presente na faixa que dá nome ao discom, e em Como Deus quiser e Ninho de marimbondo; cateretê (Ciclo vicioso e Rompendo o laço); pagode (A morte tá caducando); moda de viola (Desabafando e Viola proteção); xote (O doutor dos anéis); batuque (Calçadão) e rasqueado (Recaída).
Nessa viagem, a maioria das letras aborda relações afetivas. Há, também, as com enfoque satírico, como A morte caducando e O doutor dos anéis. Em Sertão ainda é sertão, que abre o repertório, a dupla critica com veemência a devastação da natureza. "Nosso sertão sobrevive apesar da agressão/ Da ganância do homem/ Que destrói nosso chão", diz um dos versos.
Com técnica, virtuosismo e emoção, os violeiros Zé Mulato e Cassiano dialogam nas 14 faixas instrumentais do CD que leva o nome deles no título. Os dois assinam cinco delas, Candonga, Estrela da manhã, O direito de cantar, Devaneio e Água do peito cinzento. Também foi incluída a versão instrumental de Meu céu (Zé Mulato), presente no CD homônimo que rendeu à dupla o Prêmio Sharp em 1998.
"Há, ainda, algumas regravações, com as quais homenageamos os autores", explica Cassiano, citando Sapo cururu (Braz da Viola), Reminiscências imortais (J. Oliveira), La Paloma (Sebástian Yradier), Viola paulista (Vanuque), o chorinho Fogo na canjica (Dilermando Reis) e a valsa clássica Saudade de matão (Antenógenes Silva, Jorge Gallati e Raul Torres). "Esse disco instrumental era reclamado pelas pessoas que acompanham nossa carreira", justifica Zé Mulato.
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Iano Andrade/CB/D.A Press |
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Zé Mulato e Cassiano na Granja do Torto, onde lançam o projeto no próximo dia 28, em show com a participação de Renato Teixeira e Pena Branca |
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Vitor Leão e Volmi Batista/Reprodução |
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30 ANOS DE FIDELIDADE A BRASÍLIA Pacote com dois CDs e um DVD de Zé Mulato & Cassiano. Preço: R$ 30, à venda pelo site violabrashow.com.br |
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Uma das referências mais importantes no país quando o assunto é música caipira autêntica, a dupla Zé Mulato e Cassiano defende essa bandeira há três décadas. Eles chegaram a Brasília com a família em 1970, vindos de Passabem, sudeste de Minas Gerais. E foi aqui na capital que iniciaram a carreira como cantadores, violeiros e compositores.
"A gente guarda bem na memória a primeira apresentação, em Ceilândia, na inauguração de uma farmácia, em 1974. Naquela época, havia muito preconceito em relação à música caipira", conta Zé Mulato. "Conseguimos vencer essa barreira a partir da abertura que nos foi dada em programas da Rádio Nacional AM, onde nos apresentamos antes mesmo de gravar o primeiro disco", recorda-se Cassiano.
Gravado em 1978, no primeiro álbum, Zé Mulato e Cassiano, eles interpretam sucessos de Zé Carreiro e Carreirinho. Agora, lançam um projeto intitulado Zé Mulato & Cassiano - 30 anos de fidelidade a Brasília, pacote (tipo três em um) que inclui o álbum Sertão ainda é sertão, um CD com temas instrumentais e um DVD que traz documentário sobre a carreira da dupla. "Esse projeto ficou pronto no ano passado, mas só agora é que está chegando ao público, até porque se trata de uma produção independente, para a qual tivemos que buscar apoios e patrocínios", comenta Zé Mulato.
Em Sertão ainda é sertão, foram reunidas 15 músicas, todas inéditas e de autoria de Zé Mulato. Conhecedor profundo do universo caipira, ele passeia por ritmos como cururu, presente na faixa que dá nome ao discom, e em Como Deus quiser e Ninho de marimbondo; cateretê (Ciclo vicioso e Rompendo o laço); pagode (A morte tá caducando); moda de viola (Desabafando e Viola proteção); xote (O doutor dos anéis); batuque (Calçadão) e rasqueado (Recaída).
Nessa viagem, a maioria das letras aborda relações afetivas. Há, também, as com enfoque satírico, como A morte caducando e O doutor dos anéis. Em Sertão ainda é sertão, que abre o repertório, a dupla critica com veemência a devastação da natureza. "Nosso sertão sobrevive apesar da agressão/ Da ganância do homem/ Que destrói nosso chão", diz um dos versos.
Com técnica, virtuosismo e emoção, os violeiros Zé Mulato e Cassiano dialogam nas 14 faixas instrumentais do CD que leva o nome deles no título. Os dois assinam cinco delas, Candonga, Estrela da manhã, O direito de cantar, Devaneio e Água do peito cinzento. Também foi incluída a versão instrumental de Meu céu (Zé Mulato), presente no CD homônimo que rendeu à dupla o Prêmio Sharp em 1998.
"Há, ainda, algumas regravações, com as quais homenageamos os autores", explica Cassiano, citando Sapo cururu (Braz da Viola), Reminiscências imortais (J. Oliveira), La Paloma (Sebástian Yradier), Viola paulista (Vanuque), o chorinho Fogo na canjica (Dilermando Reis) e a valsa clássica Saudade de matão (Antenógenes Silva, Jorge Gallati e Raul Torres). "Esse disco instrumental era reclamado pelas pessoas que acompanham nossa carreira", justifica Zé Mulato.
Os fãs agora vão poder apreciar, também, imagens da trajetória da dupla, registradas no DVD, que está dividido em três partes. A primeira traz depoimentos dos dois, falando do começo da carreira e da relação deles com Brasília. A segunda mostra trechos do show comemorativo dos 30 anos de música, apresentado na Sala Villa-Lobos em 15 de dezembro de 2008, com a participação de Inezita Barroso, Pena Branca, Roberto Corrêa e Pereira daViola. Na terceira estão aparições deles em programas de televisão, como Viola, minha viola, da TV Cultura.
Com 30 anos de fidelidade a Brasília, Zé Mulato e Cassiano comemoram também os 80 anos da música caipira, que tem como marco a gravação do primeiro disco do gênero, em 1929, por Cornélio Pires. A dupla, hoje popular em todo o Brasil, inicia na próxima terça-feira uma turnê por cidades do interior do Rio Grande do Sul. O lançamento oficial do projeto em Brasília será no dia 28, na 10ª edição do Encontro de Folia de Reis do Distrito Federal, na Granja do Torto, em show que terá como convidados Renato Teixeira e Pena Branca.
"Esse disco instrumental era reclamado pelas pessoas que acompanham nossa carreira"
Zé Mulato
Ouça a música Sertão ainda é sertão
Matéria Hoje em Dia:
Zé Mulato & Cassiano lançam obra histórica
Brasília é terra de músicos variados e bons. Não podia ser diferente. A capital é formada por gente de todos os cantos do país, de todas as vertentes. JK ungiu essa cidade no nascedouro com o emblema do amor à música de Dilermando Reis, Tom Jobim, Vinicius de Moraes. Da seresta e da raiz. Assim, além de capital do rock e do choro, Brasília é a terra de Zé Mulato e Cassiano, uma dupla que honra a música caipira de fato, aquela que traduz o universo rural e mantém a matreirice singela e inteligente de quem nasceu na roça e mesmo que viva na cidade faz da vida uma boa razão para ser feliz.
Zé Mulato e Cassiano, irmãos de sangue e de percurso profissional, são símbolo do que há de melhor na música caipira, aquela da estirpe de Tião Carreiro e Carreirinho, de Tonico e Tinoco, de Pena Branca e Xavantinho. São festejados com razão por quem ama a música de raiz. E completaram 30 anos de convivência nos palcos e estúdios com uma obra múltipla, um documentário em DVD sobre essas três décadas juntos, um CD cantado com o título "Sertão ainda é sertão" e outro CD, o Zé Mulato e Cassiano Instrumental. No CD "Sertão ainda é sertão", há de tudo um pouco, cururu, pagode, rumba, cateretê, moda de viola, guarânia, xote, polca, bolero, batuque e rasqueado. Todas as canções são de sua autoria. Um dos motivos do seu sucesso é o fato de serem ótimos compositores do seu gênero. Já no CD instrumental, além de muitas composições próprias, eles homenageiam outros compositores como Braz da Viola, J. Oliveira, Antenógenes Silva, Jorge Gallati, Raul Torres, Vanuque, Daniel Fernandes, Sebástian Yradier e o mesmo Dilermando Reis que JK tanto admirava e de quem falo no início desse texto (e cujo violão está exposto no Catetinho para a posteridade), com o chorinho "Fogo na canjica".
Zé Mulato e Cassiano são hoje um exemplo a ser seguido pelos novos violeiros que buscam a autenticidade para plantar o seu trabalho na história da música de raiz brasileira. Nada contra sertanejos, mas esses dois são a prova de que a verdadeira raiz musical caipira está como nas árvores, plantada no chão da roça, de onde sobe a seiva para dar viço à copa verde e aos frutos saborosos e flores coloridas quando é época de surgirem. A harmonia da natureza dá o tom na música que soma melodia e ritmo às batidas do coração de quem toca por amor a canção do homem da terra. Ouvir "causos" contados por Zé Mulato e Cassiano é garantia de desopilar o fígado e dar alegria à vida. Com simplicidade e ironia, eles misturam as cenas rurais de rios, bicas, serras, vales e terra batida a muitas críticas sociais e políticas sobre o que vivenciam como atores qualificados do mundo rural, mas que vivem na urbe cosmopolita que é capital desse Brasil continental. As três obras, que batizam de Zé Mulato e Cassiano - 30 anos - Fidelidade a Brasília, é um produto independente de um também violeiro mas ainda empresário que não abre mão da música de raiz e faz da sua defesa uma causa: Volmi Batista, criador da VBS, a Viola Brasileira Show, responsável pela produção fonográfica. O trabalho contou também com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Brasiliatur.
Para comprar essa obra imperdível e histórica, basta acessar o site www.violabrashow.com.br, ou o e-mail violabrashow@gmail.com ou ainda o telefone da VBS: (61) 3301 1267 e falar com o próprio Volmi ou com Geralda.
Postado em 8 de Novembro, 2009
Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/colunas-artigos-e-blogs/marcel-de-brot-1.366 |

31/12/1969

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Zé Mulato & Cassiano
Representantes da genuína música de raiz brasileira, a dupla é tradição no Encontro.
29/01, às 21:30
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Renato Teixeira
É autor de conhecidas canções, como Romaria, Tocando em frente, Dadá Maria e Frete.
31/01, às 18:00
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