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Conheça a Folia de Reis


Foto: Fernando Fidelis

Na antiguidade, muitas festas pagãs comemoravam as divindades celebradas por diversos povos, como os romanos, por exemplo, que cultuavam o Deus-Sol Invencível em festejos que depois foram adotados pelos egípcios. As festas eram realizadas em datas diferentes, como não tinha um dia certo para as comemorações, em 378 o papa Júlio I fixou a data de 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, ficando o 6 de janeiro como dia de Rei. A partir daí as festas da Natividade pouco a pouco foram sendo acrescidas de elementos diversos, como as figuras de Gaspar, Melchior e Baltasar, os três reis magos que, segundo a lenda, foram do Oriente à Judéia para adorar Jesus Cristo, e que por volta do ano 1600 passaram a fazer parte das comemorações.

No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses que comemoravam e sua terra como divertimento. Entre nós ela adquiriu o espírito religioso que conserva até hoje, sendo desenvolvida com características próprias e transformando-se em manifestação folclórica de rara beleza.

Elementos que compõem a Folia de Reis

O Altar

É o local de maior respeito, o mais sagrado, o mais relevante da folia, onde acontece a alvorada, a despedida, os cartórios, as ladainhas, pagamento de promessas etc.

Bandeira

É o símbolo de um povo e traz em si os seus signos e significados, a bandeira é símbolo maior da folia. E para cada folia existe, apenas, uma bandeira.

A Coroa

Símbolo da realeza, os reis usavam uma coroa de ouro encrustada de pedras preciosas. A coroa de reis foi confeccionada em cobre e encrustada com miçangas e tem o mesmo significado de realeza, de grandiosidade, e fé e esperança em Cristo.

Alferes

É a pessoa responsável para fazer acontecer a folia (Alvorada, Giro e Entrega). Responsável pela bandeira, coroa e instrumentos, bem como pela organização dos pousos e retido da folia; pela entrega da bandeira ao novo pretendente.É o festeiro de reis que leva a devoção, a palavra de Cristo de casa em casa como um peregrino.

Guia da Folia

Pessoa responsável pela alvorada, giro e entrega da folia. É o guia que determina quem deverá fazer as obrigações (rezar, benditos, pedidos de agasalho, benção do cruzeiro, saudação do altar etc.) É uma pessoa de reverência, de respeito, de dignidade que aprendeu a guiar a folia com geração passada e ensina a geração imatura.

Contra guia

É uma pessoa de respeito que ajuda o guia no cumprimento das suas obrigações.

O Regente

Pessoa responsável pela organização dos foliões no giro e pouso da folia, no memento da comida, das ladainhas, das rezas, dos benditos, na chegada e despedida da bandeira. Os foliões que não atendem às suas obrigações são multados pelo regente e pode até ser desligado da companhia.

Procurador

Pessoa de respeito, honesta, correta, responsável pelas oferendas dos devotos. Normalmente, é um folião antigo, de frente de destaque.

Os Violeiros

Pessoa de respeito, responsável pelos cantorios, saudações, rezas e catira. São foliões de frente.

O Caixeiro

Pessoa responsável pela reunião dos foliões. Ao som da caixa os foliões estão sendo chamados para as suas obrigações. É a pessoa que acorda seus companheiros (serve de brincadeira para os foliões).

Alvorada

É o primeiro ato da folia, é por onde se inicia. É o momento em que o guia e seus acompanhantes passam as obrigações para cada pretendente. Desde os Alferes até as cozinheiras. Na alvorada cantam-se todos os componentes da folia. A divindade, os participantes e os instrumentos.

O Palhaço

Usando vestimentas colorida deve proteger o Menino Jesus confundido os soldados de Herodes, sendo o seu jeito alegre e descontraído motivo de distração e divertimento dos assistentes.

Fonte: Crispim Lopes

 

 


 

 

Um jeito diferente de celebrar a missa

Foto: Fernando Fidelis Uma característica marcante do Encontro de Folia de Reis é a missa sertaneja. A celebração é toda realizada com auxilio de pandeiros, violas e todos os instrumentos musicais utilizados pelos foliões durante todos os dias da festa.

Para anunciar sua chegada e o início da celebração o padre toca berrante, convidando a todos para se reunir e concentrar para ouvir a palavra de Deus. As orações são feitas todas em forma de versos e rimas. Durante os pedidos de oferta chapéus são utilizados para colher as oferendas dos fiéis.

Segundo o Padre Adão, que participa do Encontro de Folias pelo terceiro ano, a missa sertaneja não foge da palavra litúrgica “Eu sempre aproximo o modo sertanejo com a liturgia para não fugir da realidade, usamos as mesmas palavras. A missa é diferente, mas é católica”, explica o padre.

O berrante é utilizado para chamar a atenção do público “Eu uso o berrante como um som de alerta, alertar para ouvir a palavra, pra chamar a atenção para alguma coisa durante a missa”,

E de onde vem toda essa inspiração para celebrar a missa sertaneja? Padre Adão lembra que não foi ele quem inventou essa maneira de rezar, mas que sua inspiração veio do Padre Zeca, o padre surfista do Rio de Janeiro. “se ele pode ser um padre surfista, porque eu não posso ser um boiadeiro”, brinca o padre cawboy.

 

 


 

 

Último dia do XI Encontro de Folias de Reis em Planaltina

Foto: Fernando Fidelis
Fotos: Fernando Fidelis

Termina hoje (11/12) o XI Encontro de Folias de Reis. O evento foi realizado em Planaltina pela primeira vez. Para encerrar o encontro será realizada uma missa sertaneja. Shows de Macedo e Mariano, Cacai Nunes, Eliane Di Paula e Alcimar, Mamulengo Presepada, Enio Lima e Gustavo Neto também estarão na programação do último dia da Folia de Reis

No primeiro dia quem compareceu pôde acompanhar os sucessos de Almir Sater e Marcos Mesquita, na ocasião foi lançado o CD e DV que narra a “Marcha dos Três Reis”. Cerca de dez mil pessoas prestigiaram a abertura do encontro.

O segundo dia do evento começou logo cedo, grupos de foliões se dividiram para visitar casas em Planaltina e benzer os presépios da cidade. Os sucessos ficaram por conta de Marcos Mesquita, Pedro Bento e Zé da Estrada e Flávio Brasil.

Zé Mulato e Cassiano comandaram a festa no penúltimo dia da Folia de Reis. Ao longo do dia foram oferecidas oficinas de danças como Lundu e Catira, confecção de Rabecas dentre outros.

 


 

Terceira noite do XI Encontro de Folia de Reis em Planaltina DF

Foto: Fernando Fidelis

A terceira noite do Encontro de Folia de Reis não poderia ser diferente dos primeiros dias. Muita tradição e música fizeram parte do dia.

Durante o dia, oficinas ensinaram algumas tradições da Folia de Reis. Catira, Lundu, Curraleira, Construção de Instrumentos, foram alguns conhecimentos partilhados pelos foliões mais experientes. As crianças descobriram a arte do fantoche e mamulengo – técnicas de como fazer e dar vida a bonecos de espuma e madeira.

A diversão não parou por aí. Durante toda a tarde, grupos de folias se apresentaram no palco, além dos shows de Vanderley e Valtecy, Diego e Gustavo, o experiente Badia Medeiros encantou a todos com os passos do Lundu e muita música caipira.

A noite os shows ficaram por conta Zé Mulato e Cassiano, que com muita irreverência e talento conquistaram a alegria do público. Outra atração foi Liu e Léu, a dupla surpreendeu a todos com a apresentação de catira, com muita desenvoltura e disposição.

Para encerrar o penúltimo dia da Folia, um grande baile dançante tomou conta da área de shows do encontro, a dupla Márcio e Marcelo encantou o público até o raiar do dia.

 


 

 

A dupla Zé Mulato e Cassiano faz a abertura dos shows da terceira noite do  XI Encontro de Folia de Reis em Planaltina DF. Liu e Léu,  Márcio e Marcelo também tocarão seus sucessos. As atrações começam a partir das 21:30hs.


Foto: Fernando Fidelis


Foto: Fernando Fidelis

 

 


 

 

Segundo dia do XI Encontro de Folia de Reis em Planaltina

Foto: Fernando Fidelis

O segundo dia do Encontro de Folia de Reis começou logo cedo, grupos de foliões se dividiram para visitar casas em Planaltina. Entoando suas cantigas, os foliões pediam permissão para entrar e rezar em cada casa. Mais tarde seguiram para a Antiga Prefeitura e para o Museu, onde cantaram e benzeram os presépios dos pontos históricos da cidade.

A festa não parou por aí, enquanto o público chegava para assistir os grupos de catira, no palco central os músicos passavam o som para deixar a noite ainda mais animada. As atrações da noite ficaram por conta de Marcos Mesquita, Pedro Bento e Zé da Estrada e Flávio Brasil.

Desde o início do evento, na quinta-feira (8/12), até na tarde de hoje (10/12) estima-se que passaram 20 mil pessoas pelo local.

 

 


 

Os Palhaços e a Folia de Reis


Foto: Divulgação
Palhaço da Folia de Reis

A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Entre 24 de dezembro, véspera de Natal, e 6 de janeiro, dia de Reis, um grupo de foliões percorre a cidade entoando versos referentes à visita dos reis magos ao Menino Jesus.

Dentre os vários personagens que compõem esse grupo, existe um que aguça a curiosidade de quem segue a peregrinação, trata-se do Palhaço. Segundo a história que conta os foliões, o Palhaço acumula a tarefa de proteger o Menino Jesus. Vandir Pereira, que faz este papel há quatro anos, diz que o personagem tem o dever confundir os soldados que perseguiam o Menino Jesus, “a roupa colorida serve para distrair os perseguidores e ao mesmo tempo levar divertimento ao público que assiste o encontro de Folias”, explica o folião.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

Cerca de dez mil pessoas prestigiaram a abertura do XI Encontro de Folias de Reis

Foto: Fernando Fidelis

No primeiro dia o público pôde prestigiar Pereira da Viola e os sucessos de Almir Sater. Durante o encontro foi lançado o CD e DVD “A Marcha dos Três Reis”. O CD é centrado nos cantos da tradição da Folia de Reis – que narram as passagens do nascimento de Jesus, desde a Anunciação à Viagem dos Reis, além de serem mediadores nos diálogos entre a Folia e os donos das casas visitadas –; o DVD registra o giro de oito dias na região rural de Unaí MG, incluindo a história da Folia de Reis Devotos dos Magos e seus sentidos e significados, bem como as funções rituais que compõem o giro – revivendo a viagem de Gaspar, Baltazar e Belchior, guiados por uma estrela, do Oriente à Belém. Ambos enfatizam a importância da memória ancestral na celebração.

O encontro oferece oficinas para entreter e ensinar aos espectadores algumas particularidades da Folia de Reis, Construção de Rabecas e Caixas de Folia, Presépios em palha de milho, Brinquedos Populares, dança do Lundu, Curraleira e Catira estão entre as 10 oficinas oferecidas gratuitamente ao público.

As oficinas terão entre 4 e 10 horas de duração e serão realizadas em turnos durante os próximos sábado (11) e domingo (12) na Praça São Sebastião (“Praça da Igrejinha”), local do Encontro. Com exceção da oficina de construção de Presépios, que conta com 10 vagas, as demais podem receber até 30 inscrições.

 

 


 

 

Almir Sater marca abertura do XI Encontro de Folia de Reis em Planaltina DF

Foto: Fernando Fidelis
Foto: Fernando Fidelis

Ando devagar porque já tive pressa, e levo esse sorriso, porque já chorei demais, hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe... Essas poucas palavras definem a simplicidade de Almir Sater.

A abertura do evento contou com a emocionante apresentação do Hino Nacional interpretada por Pereira da Viola. O artista que se apresentou pela terceira vez em Planaltina destacou a importância do evento para a cidade. Segundo Pereira, não pode se falar de rapfunk, sertanejo e outros estilos musicais sem falar da tradicional folia de reis.

O show mais esperado da noite foi do cantor e compositor Almir Sater, o violeiro fez sua segunda participação no encontro e se diz muito satisfeito com a repercussão do encontro. “não tem como comparar uma folia com a outra, é como um show, cada um é diferente do outro”, diz o cantor. Almir Sater que tem sua raiz fincada no sertanejo regionalista faz uma comparação entre este estilo e a moda de viola. “o sertanejo é religioso, a folia de reis é uma manifestação cultural e religiosa, um estilo completa o outro”, define o cantor.

Foto: Fernando Fidelis
Foto: Fernando Fidelis

O evento que sempre acontecia na Granja do Torto esse ano foi realizado em Planaltina – DF. A escolha foi feita pela produção evento que almeja levar os próximos para várias regiões do DF. Os foliões e o público podem contar com um espaço totalmente preparado para abrigar o evento. Várias tendas foram montadas e espalhadas por toda a Praça São Sebastião. Comidas típicas, oficinas de dança como Lundu, Catira, Curraleira são algumas das atrações oferecidas ao longo do dia durante todo o evento que se encerra no domingo.

 


 

 

 

 

 

XI Encontro de Folias de Reis do DF começa nesta quinta, em Planaltina

Foto: Fernando Fidelis

Começa nesta quinta-feira (8/12) o XI Encontro de Folias de Reis do Distrito Federal (DF), na Praça São Sebastião, no Setor Tradicional de Planaltina. Durante quatro dias, vinte grupos representarão o DF, Minas Gerais e o Goiás em apresentações que envolvem fé, tradição e cultura. Rezas, ladainhas, comidas típicas e danças como a catira, o lundu e a curraleira farão parte da programação. O evento vai até domingo (11/12).

Além das atrações da cidade, os presentes poderão curtir shows de cantores nacionais no palco principal. Logo na abertura, o público contará com a apresentação de Almir Sater. Nos demais dias, são esperados artistas como Zé Mulato e Cassiano, Pedro Bento e Zé da Estrada, Liu e Léo, Galvan e Galvãozinho, Márcio e Marcelo, Flávio Brasil, Kleuton e Karen, Badia Medeiros, Vandeley e Valtecy, Diego e Gustavo, Luiz Faria e Silva Neto, e o Regional do Tico-Tico, entre outros.

No intervalo das atrações, haverá momentos de oração e confraternização, representações teatrais e cantos de agradecimentos. Como prevê a tradição, almoços e jantares serão servidos.

O artesanato local será exposto para que os visitantes conheçam os trabalhos da cidade. A organização do evento promoverá ainda o concurso de presépios. O objetivo é incentivar os moradores a manterem a tradição de montar a gruta em que Jesus nasceu. Os melhores trabalhos receberão prêmio de até R$ 2 mil.

Tradição

A Folia de Reis comemora o nascimento de Jesus Cristo e a visita dos Reis Magos vista pelas comunidades rurais. Iniciada em Portugal e trazida ao DF pelos candangos do Centro-Sul, a festa faz parte do calendário oficial da cidade e conta com o apoio do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Turismo.